Play Pequeno Monge Agostiniano – 3º Domingo do Advento – Ano A

Liturgia da Palavra


Isaías 35,1-6.10
Salmos 146(145),7-10
Tiago 5,7-10
Mateus 11,2-11



O terceiro domingo do Advento é o domingo da Alegria pela proximidade com a festa de Natal. No evangelho de hoje vamos aprofundar os motivos de nossa alegria.

O texto nos situa junto com João Batista, que se encontra injustamente em prisão. Foi colocado ali por Herodes, porque sua pregação denunciava a irregularidade da vida de Herodes junto a Herodíades, mulher de seu irmão (Mc 6, 18-19).

Podemos nos perguntar: quais são os sentimentos do Batista na prisão?

Nesse momento de escuridão que está vivendo, uma luz de esperança emerge: Jesus de Nazaré é o Messias esperado? E como precisa de uma resposta certa, envia seus discípulos para perguntarem: “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?”.

Sem dúvida conhecemos pessoas que sofrem, como João, diferentes tipos de prisões injustas e vivem na sua solidão um turbilhão de sentimentos. Também emerge no horizonte de seu coração como promessa, como possibilidade de mudança, de libertação.

Mas quem é esse Deus das promessas, esperado de todos os tempos, e novamente esperado neste Natal?

Talvez sejam estas as perguntas cruciais que devemos nos fazer neste tempo: que Deus eu espero e que Deus Jesus nos revela?

A resposta do evangelho é clara: “Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa Notícia”.

Chama a atenção que a resposta de Jesus não é um discurso vazio, mas são fatos, são obras que testemunham a Palavra.

O Deus que Jesus nos manifesta com sua vida é o Deus que ama, cuida e liberta especialmente aos mais necessitados. Com Jesus o reino de Deus se instaura para sempre no coração da história, da criação.

É o Deus da Presença, que “acampa no meio de nós”, que caminha conosco para fazer com que os paralíticos, os cegos, os surdos, os leprosos, os mortos de hoje tenham vida e a tenham em abundância.

Como disse o salmo 19: “Aí ele pôs uma tenda para o sol, e este sai, qual esposo de seu quarto, como herói alegre, percorrendo o seu caminho. Ele sai de um extremo do céu, e o seu percurso vai até o outro lado; nada escapa ao seu calor”.

E este é o motivo de nossa alegria! Ninguém está fora do cálido abraço do amor de Deus. Esta é nossa esperança, na situação que cada um de nós se encontre: Jesus de Nazaré é o Messias esperado que neste Natal volta a nos oferecer o Amor do Pai que dá sentido e nova vida à nossa existência.


Que também nós, através de nossos gestos e palavras, possamos ser motivo de alegria para nossos irmãos e irmãs, sinal de esperança neste tempo de espera.